Finalmente a EA decide trazer o que os fãs pedem a mais de uma década. Porém, acredito que a fama do jogo vem em decorrência de tempos ruins no termos de FPS, como o COD sendo extremamente rápido e feito para jogadores de controle (praticamente) e lançamentos tenebrosos como BF2042, sendo este um game possível de jogar somente por algumas horas sem cansar. Na minha interpretação, o game me parece incompleto, com players que parecem de manequim e/ou feito de massinha, além dos personagens trazerem uma sensação de não terem peso e o game parecer ser uma versão do BF2042 repleto de fan service. Também vejo a interface como confusa, me lembrando até um game mobile. Para mim, o game ao mesmo tempo que parece realista com situações de causa-efeito com o cenário muito próximas do que ocorre na vida real, também me parece sem profundidade. Por fim, acho que a EA de fato merece elogios por finalmente fazer um fan service, mas não consigo passar a mão na cabeça, pois a falta de profundidade do game realmente me afeta. Acredito que não irá existir um game com inovação e revolução em termos de gameplay como foi BF3 e BF4 em suas respectivas épocas de ouro (e sim, sei que não eram games perfeitos, principalmente BF4 em seu lançamento), mas sinto falta desse feeling, essa singularidade. Enfim, não gostei, mas fico feliz da comunidade ter gostado, espero que o game melhora em próximas atualizações.
Recomendação: Sim, com lágrimas nos olhos. Eu sou um "veterano". Um sobrevivente das trincheiras digitais de Bad Company 2, um engenheiro que viu o sol nascer sobre o Caspian Border em Battlefield 3, um fuzileiro naval que dominou as ondas de Paracel Storm em Battlefield 4. Eu tinha desistido. Achei que aquele sentimento, aquele rugido visceral da guerra total, tinha morrido para sempre. Mas então, ele chegou. Battlefield 6. Quando o tanque explodiu ao meu lado e o prédio desmoronou com aquela fidelidade absurda, senti um arrepio. Não o arrepio do susto, mas o arrepio da memória. Foi como ser teletransportado de volta para a minha adolescência/início da vida adulta, com a adrenalina pura correndo nas veias, a promessa de caos épico e a camaradagem de um esquadrão que realmente funciona. Caros players mais velhos, escutem-me: Isto é para nós. O gunplay é perfeito, cirúrgico, satisfatório. Os mapas são vastos, abertos e permitem aquela verticalidade e destruição tática que transformam cada partida em uma história diferente. A escala, a imersão... está tudo aqui. Juro que, ao pilotar um jato e mergulhar sobre a bandeira inimiga em chamas, senti-me a criança que era quando liguei o primeiro Battlefield. É a felicidade bruta e sem filtro, a sensação de maravilha que há muito tempo a indústria tinha me roubado. Battlefield 6 não é apenas um jogo. É uma máquina do tempo. É a prova de que a glória não estava perdida, apenas adormecida. Se você, como eu, carregava no peito a saudade de um Battlefield que te fizesse sentir vivo, com a mira ajustada e o coração acelerado... compre. Eu não estou apenas recomendando um jogo. Estou recomendando que você resgate um pedaço da sua paixão. E vale cada centavo. Perfeito. É a única palavra.